“Kruel”

O que nosso gordinho predileto tem a ver com o cometa Halley?

Cometa Halley

Encurtando bem a história: Em 1985 estava prevista a passagem do dito cujo cometa pela Terra, fato que só acontece a cada 76 anos (aproximadamente). O cometa não, mas a “halleymania” atingiu em cheio os terráqueos. Inúmeros produtos relacionados a ocasião foram lançados, dentre eles uma revistinha em quadrinhos, da editora Abril, chamado “A Era dos Halley”.

Baseado nessas histórias em quadrinhos, a Rede Globo exibiu um especial, com o mesmo nome, no dia 11 de outubro. O programa, voltado ao público infantil, contou com participação de Tim Maia, Roupa Nova, Barão Vermelho, Baby Consuelo, Sempre Livre, Legião Urbana, Rosana, Guilherme Lamounier, Sérgio Dias, Titãs, Txã e Gabriela. Desse especial, saiu o disco da trilha sonora, no mesmo ano pra aproveitar a febre.

O musical contou a história da família Halley, sobrevivente do planeta Hydon, cuja civilização fora destruída há milhões de anos por guerras nucleares e pela devastação do meio ambiente. Sua missão era alertar outros povos para os mesmos perigos que acabaram com a existência de seu planeta. Em sua viagem pelo Universo, ao lado do cometa, a família conhece a Terra, fica preocupada com o que encontra e a partir disso, tenta encontrar alguém que ouça sua mensagem de apelo a preservação da raça humana.

Tim Maia na "A Era dos Halley"

Tim Maia na “A Era dos Halley”

Eles encontram três garotos dispostos a ajudá-los na missão de preservar a natureza e iniciar a “Era da Harmonia” (parece até papo da fase racional, né?). Os Halley os levam primeiro para o planeta Morto que teria sido como a Terra, mas não reconheceu seus erros a tempo. Consequentemente, fez jus ao próprio nome. Seguindo a tour pelo Universo, vão pro planeta Kruel e aqui finalmente entra o Tim na história. Kruel é habitado por cientistas inteligentíssimos, mas não conseguem acabar com a maldade. Ninguém em tal planeta conhece o significado da palavra “harmonia”. Tim Maia canta a música, homônima ao planeta, escrita por Alexandre Agra, Gastão Lamounier e Júnior Mendes:

A história segue, mas… foda-se, não tem mais música do Tim.

Tem saco pra ver programa inteiro? Bom proveito: Parte 1, 2, 3 e 4.

Em 1998, Sandra de Sá lançou um tributo ao Tim, “Eu sempre fui sincero e você sabe muito bem” (nome em referência a música “Telefone”). No meio de clássicos Maia, ela incluiu essa obscura “Kruel”. Nessa versão, ao invés de “sufoco” entrou “futuro”, na frase “E no … eu vou levando a vida”:

Letra:

Kruel eu sou
Eu sou assim
Ninguém no mundo teve pena de mim

Kruel eu sou
Eu sou assim
Ninguém no mundo vai ter pena de mim

Ninguém tem tempo para amar os outros
Só gostam mesmo é de sugar aos poucos
Todos tem fome de ter mais poder
E a minha sede é o que dá prazer
E no sufoco eu vou levando a vida
Eu não sou louco pra te dar guarida
Na minha Terra eu sou estrangeiro
E o sacrifício é o que dá dinheiro

Por isso hoje
Ele é o rei de todos vocês
Aqui só vale essa lei.

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